2.01 – Misery

Eu sou sua fã número um.” – Misery

Se imagine como um escritor famoso o qual acaba de sofrer um acidente de carro e acorda num ambiente totalmente desconhecido. Você está sendo cuidado por uma enfermeira, mas não em um hospital. Você não reconhece ela, porém ela reconhece você. Ela ama você. Ela é sua fã número um.

Uma das obras essenciais de Stephen King, Misery compreende mais de 300 páginas na qual Paul Sheldon (escritor, acidentado, cara de azar) fica em cárcere privado com Annie Wilkes (enfermeira, fã nº 1, psicopata nas horas vagas). Com as pernas trituradas, dependente de drogas para evitar a dor e com a tarefa de sobreviver ao mesmo tempo que deve atender aos pedidos de sua fã (como escrever, ser um bom rapaz, calar a boca) Paul Sheldon deve procurar um meio de fugir de sua enfermeira. Tarefa fácil? Talvez. Uma quote que pode representar a tarefa é:

I thought you were good Paul… but you’re not good.” – Annie Wilkes

A leitura do livro rende muito, a vontade de saber como ele vai “escapar dessa” consome o leitor. Saber se Paul será pego, se será punido, ou se irá se safar é o combustível para ficar imaginando o que ocorre entre as pausas na leitura. Especular sobre as armas que o escritor possuí (ou se possuí alguma arma) pode apontar para o final do livro, embora acertar com precisão como o mesmo termina seja impossível. Misery é uma ficção única que eu altamente recomendo para leitura, que pode ser consumida em apenas um dia, ou no meu caso, em 20 dias com todas as pausas necessárias para digerir o livro e imaginar aonde ele pode levar.

Algumas das curiosidades do livro:

  • Escrito em um mês;
  • Annie Wilkes nasceu no dia 1/4 (dia da mentira);
  • Annie Wilkes foi uma metáfora para problemas com drogas que King tinha.
  • Existe uma referência ao “O Iluminado”;
  • A máquina de escrever do livro é a mesma que S. King possuía na infância;
  • A adaptação para o cinema foi feita pelo mesmo diretor de “Stand by me” (Conta Comigo, filme ficha de sessão da tarde, e conto de S. King)
  • Ainda na adaptação, rendeu um OSCAR de MELHOR ATRIZ para Kathy Bates;
  • Durante o acidente quase fatal que S. King sofrou em 99, foram proibidas piadas sobre o livro Misery;

Deixo o link do trailer abaixo:

E para finalizar, existe um clip: Please Don’t Leave Me – Pink o qual contém algumas referências tanto à Misery quanto ao Iluminado. Consegue descobrir / ver elas?

E como uma curiosidade adicional: certo EDDIE DESMOND, de Nova York, aparece nas últimas páginas do livro. Alguém reconhece dois nomes e uma torre negra?

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Publicado por

newtonwsl6

65% goiano, 31% mineiro e 4% paulista. Engenheiro mecânico recém formado pela UFU em plena crise política e economia brasileira. Nerd nível médio pegando grau em avançado, desenhista, leitor, gamer, cinéfilo e apaixonado por heróis (ou seria vilões?).

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